sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A aventura milagrosa das férias do Tiago

Antes de mais, e só para não "apagar" a importante informação do post anterior, repito para todos os que só cá vieram hoje, que a reunião é HOJE (xD) às 21 da noite, no Casal do Rato.

Obrigado e apareçam :P

Agora, o meu post. Sei que já vem um bocado atrasado, é verdade, mas prometi à Tatiana que escrevia uma história sobre as minhas férias; acontece que este texto precisou de muito trabalho para que a história ficasse bonita. Ela é completamente verídica, nada disto foi inventado (o que só a torna ainda mais especial), e é uma história digna de um filme!
Tem comédia, tem tragédia!
Tem arrependimento e desespero!
Tem culpa e drama!
Tem uma aventura de descoberta interior, a procura dum amor perdido!
É uma história épica, cheia de reviravoltas!
Capitulo 1... Não, tou a brincar. Esta história não tem capítulos.

Aranhas, 2009. Eu estava de férias, na minha terrinha, e naquele dia eu e a Ema (uma amiga da terrinha) decidimos ir à piscina. Com um pouco de esforço, lá conseguimos convencer os pais dela. Foi preciso eu ir trabalhar a remover o entulho da casa nova deles (foi tudo de boa-vontade, claro; mas ajudar não faz mal e eu não tinha grande coisa para fazer essa manhã excepto ficar deitado na cama a jogar PSP). Devo mencionar que, neste ponto das férias, eu já tinha perdido quase tudo o que era meu pelo menos uma vez - o telemovel, o relógio, a carteira, o punho... A sorte é que, por um rasgo de luz divina qualquer, recuperei tudo o que perdi (e até ganhei um ou dois valentes sustos pelo caminho). Só o tao é que se tinha mantido intocável durante todo esse tempo, sempre preso à volta do meu pescoço, noite e dia. Habituei-me a andar sempre com ele porque siginifica imenso para mim- para além de representar a nossa união como elementos dum grupo que eu adoro, também representa a minha crença em Deus (por causa do crisma).
Só que quando chegámos à piscina, eu tirei a camisola e depois o tao também (porque não vou para a água com ele). Mais tarde, quando voltei, tivemos que tirar as coisas do lugar, e eu, desastrado como sou, ao pegar na camisola, deixei que o tao caísse. Mas na altura não me lembrei, porque pensei que o tinha metido dentro da mala.

Só dei pela falta dele quando no dia seguinte, para o pôr, como sempre, à volta do pescoço, ele tinha desaparecido! Senti-me como se o meu coração tivesse partido - não podia acreditar que o tinha deixado lá. E uma coisa daquelas, deixada num sítio daqueles... qual era a chance de o recuperar? As coisas pareciam negras - ainda mais porque no dia seguinte, não consegui ir à piscina e no dia depois desse ninguém estava disposto a ir comigo (a piscina ficava a cerca de 3 km do sitio onde moro lá na terrinha.).
Mas achei que, apesar de tudo, não podia desistir - porque era o meu tao, e não estava disposto a deixá-lo ir assim. Por isso, decidi-me a ir uma última vez à piscina (porque também voltava para Lisboa nos próximos dias), sozinho ou não, procurá-lo.
Consegui boleia da minha avó - e ao lá chegar, sozinho e com a mala às costas, perguntei à senhora da bilheteira se tinha encontrado o tao - apesar de me ter dito que não, não desisti - e fui directamente ao sítio onde sabia que ele tinha caído. Procurei atentamente na relva, e de repente, como se caído do céu, lá estava ele, caído na relva, despercebido aos olhares de quem passava. Foi um momento glorioso, em que eu me senti completamente realizado e aliviado por ter achado o que tanto procurava.

E esta é a minha história de Verão :P Até à próxima, divirtam-se, e aproveitem o que resta das férias =)

Tiago :P

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